TERMINAL PESQUEIRO DE NATAL - EIA / RIMA
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INFORMAÇÕES GERAIS: O Terminal Pesqueiro Público de Natal - TPPN, estará localizado no bairro da Ribeira, na cidade de Natal/RN, inserido no estuário do rio Potengi, entre as coordenadas 5°46’41” de latitude S e 35°12’04” de longitude W. O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), foram elaborados pela Empresa de Consultoria, Auditoria e Tecnologia Ambiental Ltda. - TECNOAMBIENTE BR. Em 2008 a PETCON – Planejamento em Transporte e Consultoria Ltda., foi convocada para revisar os relatórios, concluir estudos específicos e consolidar o EIA-RIMA, com a finalidade de atender as solicitações do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte – IDEMA e da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente – SEMURB. Os trabalhos desenvolvidos serviram para esclarecer e complementar as questões pendentes sobre o empreendimento com o objetivo de subsidiar a tomada de decisão no âmbito do licenciamento ambiental. Com a apresentação pública e aprovação do EIA-RIMA o empreendedor finalmente obteve a LI - Licença de Instalação do terminal.
![]() Margem direita do rio Potengi destacando o terreno da CBTU no bairro da Ribeira, local onde será construído o Terminal Pesqueiro Público de Natal. |
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![]() Mapa da parte do bairro Ribeira lindeira ao rio Potengi, com destaque em vermelho para a área de implantação do Terminal Pesqueiro Público de Natal. |
![]() Região do empreendimento mostrando a eliminação do manguezal da margem direita do rio Potengi e a conservação parcial na margem esquerda. |
![]() Mapa de unidades geoambientais do estuário do Potengi |
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| Planta baixa e planta urbanizada do Terminal Pesqueiro Público de Natal. | |
ATUAÇÃO: O EIA - RIMA caracteriza e analisa os possíveis impactos ambientais advindos da implantação e operação do Terminal Pesqueiro e, através de um elenco de medidas preventivas, mitigadoras e maximizadoras, busca antecipar-se aos efeitos indesejáveis, minimizar os impactos negativos e potencializar aqueles considerados benéficos levando em consideração os componentes bióticos, físicos e socioeconômicos do meio ambiente. Além disso, são propostos programas de acompanhamento e de monitoramento, procedimento que certamente virá contribuir para assegurar a sustentabilidade ambiental deste empreendimento. Este EIA foi elaborado em conformidade com a Resolução 001/1986 do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA e de acordo com o Termo de Referência emitido pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte - IDEMA.
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CARGO : Engenheiro Agrônomo/Diretor Técnico da PETCON - Planejamento em Transporte e Consultoria Ltda.(Brasília - DF, 2008-2009) |
PERÍODO: 2006
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Bloco diagrama
ressaltando as feições geomorfológicas do fundo do rio Potengi na área
do Terminal Pesqueiro Público de Natal.
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Distribuição granulométrica dos sedimentos
depositados no rio Potengi na área de influência do Terminal
Pesqueiro Público de Natal
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TRABALHOS
EXECUTADOS:
CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO: descrição e
dimensionamento da estrutura
atual; justificativas do empreendimento; objetivos do empreendimento; elaboração
de planos e
programas correlacionados; a legislação ambiental pertinente;
DESCRIÇÃO DO EMPREENDIMENTO: determinação dos fluxos de pessoas e
veículos; avaliação da adaptabilidade e flexibilidade das edificações;
proposição do sistema construtivo;
projeto do viaduto; cálculo das áreas construídas; elaboração do modelo de operação.
LEVANTAMENTOS E ESTUDOS ESPECIAIS: Levantamentos e estudos
no campo da geotecnia, batimetria, sedimentologia, hidrologia.
ÁREAS DE INFLUÊNCIA: Definição das áreas de influência
direta e indireta do empreendimento.
ALTERNATIVAS DE LOCALIZAÇÃO: descrição das alternativas
locacionais; análise das alternativas; caracterização da alternativa
selecionada.
DIAGNÓSTICO AMBIENTAL: Estudos e levantamentos do Meio Físico (clima; geologia;
geomorfologia; pedologia; recursos hídricos; ruídos); Meio Biótico (cobertura
vegetal; vegetação terrestre; ecossistema de transição; fauna bentônica;
comunidade planctônica – zôo e fitoplâncto; fauna carcinológica; fauna
malacológica; fauna ictiológica); Meio Antrópico (estrutura produtiva do estado
e do município; demografia e nível de vida; geração de emprego e renda; espaço
urbano na área de influência do terminal)
IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS: Seleção da metodologia;
aplicação da Matriz de Interação; identificação e avaliação dos impactos
ambientais; caracterização dos impactos e proposição de medidas
preventivas, mitigadoras e compensatórias; Elaboração dos Programas Ambientais.
OBSERVAÇÕES E
CURIOSIDADES:
O
conjunto de instalações existentes hoje em Natal para o atendimento aos
barcos de pesca industrial localiza-se à montante do porto comercial,
numa faixa que vai desde o antigo Centro Náutico Potengi (ou do cais
comercial do porto) até às proximidades da Capitania dos Portos, com
extensão aproximada de 385 m. Nesta área estão distribuídos trapiches de
madeira e de concreto, situados nos fundos dos imóveis que abrigam as
instalações das indústrias de pescado.
Na região do empreendimento,
o que se observa é o uso
desordenado da margem direita do rio Potengi, caracterizado pela
existência de um conjunto de instalações adaptadas precariamente para
servirem de palco as operações inerentes a indústria de pesca e para
outras utilizações relacionadas ao rio.
Em Natal, atualmente, cada barco permanece em média, uma
semana no cais após o desembarque, devido à ausência de
estruturas adequadas e serviços especializados nos trapiches e
frigoríficos à margem direita do rio Potengi, na estreita faixa
que é limitada pela rua Chile. A escassez de mão-de-obra
competente também e responsável pelo longo período que as
embarcações permanecem inativas a espera de simples reparos.
É fato
que a atividade pesqueira no estado do Rio Grande do Norte, com uma
produção de 16.097 toneladas/ano (2002), apresenta potenciais
expressivos para alavancar empreendimentos nos setores secundário e
terciário. Neste particular, a existência de um terminal pesqueiro pode
contribuir para o dinamismo da cadeia logística do pescado, efetivar a
promoção do consumo e aumentar substancialmente as exportações do setor,
trazendo importantes reflexos econômicos e sociais para toda a
comunidade.
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