RIO TAQUARI - MS![]()
INTERVENÇÕES PARA MELHORAR A HIDROVIA
INFORMAÇÕES GERAIS: A PETCON – Planejamento em Transporte e Consultoria Ltda. foi contratada pela AHIPAR – Administração da Hidrovia do Paraguai, para realizar estudos no baixo rio Taquari, objetivando subsidiar a gestão ambiental com a definição de intervenções para a melhoria da manutenção das condições operacionais dessa hidrovia. A meta mais abrangente é a apresentação de um elenco de procedimentos para melhorar as atuais características físicas da hidrovia, representada pelo baixo curso do rio Taquari, a fim de torná-la, por meio de um eficiente gerenciamento, caminho efetivo do desenvolvimento regional. A gestão ambiental da hidrovia deve ser entendida como o conjunto de medidas que visem conciliar o desenvolvimento regional e a qualidade do meio ambiente frente às necessidades da sociedade. A legislação, a política ambiental com seus instrumentos e a participação dos diferentes atores sociais pode fornecer as ferramentas de ação para a efetivação dessa gestão.
![]() Bacia hidrográfica do rio Taquari. |
![]() As duas "bocas" do arrombado do Caronal. |
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![]() Início do canal do arrombado Zé da Costa |
![]() 76 km entre o Zé da Costa e Porto da Manga completamente assoreado |
![]() Bifurcação do canal do arrombado Zé da Costa |
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![]() Imagem analisada mostrando o aumento das áreas inundadas |
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ATUAÇÃO: As metas mais pontuais
foram alcançadas através de estudos e levantamentos específicos, alguns deles
constantes do Programa Manutenção de Hidrovias, gerenciado pela Diretoria de
Infra-estrutura Aquaviária – DAQ, do Departamento Nacional de Infra-estrutura de
Transporte – DNIT, e outros que foram propostos no Relatório de Avaliação deste
programa, feito pelo TCU – Tribunal de Contas da União, em 2006. Neste contexto,
destacam-se as seguintes atividades:
elaboração de diagnóstico ambiental da área de influência da bacia do baixo
Taquari, contemplando a descrição e análise dos recursos ambientais e suas
interações, tal como existem, de modo a caracterizar a situação atual da região,
considerando o meio físico, o meio biológico e o meio sócio-econômico, em todas
as suas nuances e características.
atualização da base cartográfica com ênfase para o detalhamento da rede
hidrográfica, pois a região apresenta muitos problemas relacionados aos fluxos
hídricos e comportamentos hidráulicos.
criação de um Banco de Dados relacional servindo de base para o desenvolvimento
e implantação de um SIG – Sistema de Informações Geográficas, permitindo o
armazenamento, atualização e a fácil disponibilização das informações e dados
geoambientais que hoje estão dispersas por inúmeras organizações governamentais
e privadas.
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CARGO : Engenheiro Agrônomo/Diretor Técnico da PETCON - Planejamento em Transporte e Consultoria Ltda.(Brasília - DF, 2008-2009) |
PERÍODO: 2007 a 2009
![]() Levantamento pedológico. Identificação da cor do solo através da Munsell Soil Color Charts, um dos itens da caracterização morfológica. |
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Tela inicial do SIG -
Sistema de Informação Geográfica desenvolvido com plataforma ArcGis 9.X
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![]() Gleissolo de textura arenosa/média dominante nas áreas marginais alagadas do baixo rio Taquari. Solo de pouca estabilidade e elevado risco de erosão. |
![]() Levantamento batimétrico com ecobatímetro Echotrac CVM. Foram levantados perfis longitudinais e transversais a calha do rio Taquari. |
![]() Levantamento topográfico utilizando estação total GPT 3700 |
![]() Levantamento hidrológico usando ADCP Workhorse Rio Grande 1200 khz |
![]() Georreferenciamento utilizando receptor GPS Topcon GR3 |
![]() Coleta de sedimentos de fundo do rio com uso da draga Petite Ponar. |
TRABALHOS
EXECUTADOS:
Elaboração do
plano de trabalho
Atualização da
base cartográfica
Elaboração do
diagnóstico ambiental
Elaboração do
banco de dados e SIG
Realização de
campanhas para coleta de dados primários
Levantamentos
topobatimétricos
Levantamentos
topográficos
Levantamentos
hidrológicos
Georreferenciamento
Apresentação de
proposições de intervenções de curto, médio e longo prazos
| PRINCIPAIS CONCLUSÕES DO DIAGNÓSTICO AMBIENTAL | ||
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| Projeto conceitual no contexto do programa de revitalização do rio Taquari no Pantanal - MS, mostrando a sequência proposta para a consolidação de margens, fechamento de arrombados e recuperação da mata ciliar. | ||
OBSERVAÇÕES E
CURIOSIDADES:
O rio Taquari, um dos principais formadores do
Pantanal, estabeleceu-se na planície pantaneira durante o pleistoceno
(aproximadamente 2 milhões e 11 mil anos atrás), em condições climáticas
diferentes das atuais, quando os agentes deposicionais na área apresentavam
extrema energia do tipo torrencial. Assim, o rio formou um gigantesco leque
aluvial de 55.509 km², onde se situam as duas principais sub-regiões do
Pantanal, o Paiaguás e a Nhecolândia.
As intensivas atividades agropecuárias, a má
adequação das estradas, o aumento da atividade agropastoril e a movimentação do
rebanho nas encostas para beber água nos rios, o desmatamento indiscriminado em
áreas de preservação permanente, como matas ciliares e topos de morros, o
ravinamento das sub-bacias do planalto, o aumento da precipitação média e a
modificação da estrutura morfológica dos rios do Pantanal, o aumento das áreas
de inundação abaixo de 200 m de altitude, bem como a não adoção de práticas de
recuperação do solo são segundo a EMBRAPA, os principais fatores de aceleração
da erosão natural da bacia do alto Taquari.
A severa erosão e o conseqüente assoreamento
geraram uma gigantesca área de inundação permanente no seu baixo curso, causando
o mais grave problema à flora, à fauna e à socioeconomia da região pantaneira.
Estima-se que o prejuizo para a atividade pecuária no baixo Taquari entre 1970 e
2003 tenha sido de R$ 1.245 bilhões somando-se a redução da arrecadação estadual
e federal que encolheu cerca de R$ 78,4 milhões.
A vazante (arrombado) do Zé da Costa surgiu na década de
1980 e inundou várias colônias rurais. Em 1997, 70% das águas do Taquari eram
desviadas por ele.
A vazante (arrombado) do Caronal surgiu na década de 1990. A
inundação permanente dessa imensa área tem sido apontada como o mais grave
impacto ambiental e socioeconômico do Pantanal.
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