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CLASSIFICAÇÃO DOS SOLOS

SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO DE SOLOS (texto 1 - fonte:Manual da Ciência do Solo-Ed. Agronômica Ceres, com adaptação do eng. agrônomo Leonam de Souza)
Qualquer estudo a ser feito, torna-se necessário começar por sua definição, deixando claro o fim a que se destina. A finalidade de qualquer classificação é ordenar os nossos conhecimentos com relação a um objetivo, visando facilitar a memorização de todas as propriedades do objeto, da maneira fácil e precisa.. Para qualquer sistema de classificação, o grupamento de maior valor e que se adapta ao propósito do estudo, é aquele para o qual pode ser feito um maior número possível de afirmações precisas e mais importantes. Ordenar os conhecimentos sobre um determinado assunto através de uma classificação, é tão comum, não somente nas ciências de uma maneira geral, como na nossa própria vida cotidiana. Quanto maior o número de características essenciais que se conhece de uma unidade, melhor definida ela estará. 

O estudo de solos dentro de um sistema data de muitos séculos. É pelo solo, cujo conhecimento tem preocupado muitos estudiosos, que se deram todas as convulsões guerreiras da humanidade, pois se tem vivido dele e sobre ele. Muito antes da nossa civilização o homem do campo estudava e classificava o solo a seu modo, grupando-o em classes cujo principal objetivo era a produtividade. Para isso tomava uma a duas características, dividindo-os em mais ou menos produtivos, ou ricos e pobres. Os romanos já classificavam o solo pela sua produção. Antes deles, os hebreus, egípcios, chineses e gregos também diferenciavam o solo pela sua fertilidade. Muitas vezes, o nome do solo reflete as suas características mais marcantes.

 Muitas classificações foram surgindo com o passar do tempo, como a de Thaer, que tinha como base a textura, dividindo os solos em argilosos, arenosos e siltosos. é portanto uma classificação deficiente pois se baseia em apenas uma única feição do solo. Em 1875, Fallou propôs uma classificação baseada no material de origem, e em 1886, Richthofen propunha a classificação geológica associada à geográfica. E, 1925, Gedroiz, sugeriu a classificação química, dividindo os solos em: saturados de bases e não saturados de bases. Sigmond propôs uma classificação baseada no processo químico de humificação  e de mineralização dos componentes dos solos, separando-os em: orgânicos, de composição mista e minerais. Outras classificações foram as de Vilenski, Vilar, Mohr e Kubiena, dentre as mais divulgadas.

 Dokoutchaiev lançou as bases para um sistema de classificação que considera o perfil do solo como sendo resultado dos principais fatores de formação: clima, rocha matriz, relevo, biosfera e tempo, mais tarde seguida por Sibirtzev e posteriormente por Agafonoff. Nos Estados Unidos, Marbut foi o introdutor dos trabalhos de Glinka sobre os novos conceitos pedológicos, aceitando a divisão em solos zonais, intrazonais e azonais. 

Na classificação genético-natural (Baldwin, Kellog e Thorp), na ordem Zonal, predominam os fatores ativos, isto é, o clima e a vegetação; na Intrazonal, os fatores de resistência como o material de origem e topografia; na ordem Azonal o fator tempo não foi suficiente para imprimir características ao solo, e os solos são considerados jovens e imaturos. Grupando os solos de acordo com o clima, vegetação, posição topográfica, material de origem ou combinações desses fatores, temos a seguir: sub-ordem, grande grupo, alta família, baixa família e série. Para fins de planejamento agrícola detalhado em pequenas áreas pode ser usado  a Fase do solo, que pode ser utilizada em qualquer uma das categorias já referidas, levando em consideração a declividade do solo, presença de pedras ou seixos, grau de erosão, grau de salinidade dentre outras feições.

 O PROPÓSITO DA CLASSIFICAÇÃO (texto 2 - fonte:  Pedologia/Base para distinção de ambientes, com adaptação do eng. agrônomo Leonam de Souza)
A classificação é um meio de comunicação. As palavras que identificam uma classe de solo (ou qualquer objeto) representam uma síntese de tudo o que se sabe sistematicamente sobre os solos que pertencem àquela classe. As classificações de solos estão ainda longe da perfeição relativa das classificações botânicas, zoológicas, etc., no entanto, grandes progressos têm  sido realizados nos últimos anos. A  FAO publicou em 1974, com revisões em 1988 e 1994, o mapa de solos do mundo. Trata-se de um trabalho básico para um melhor entendimento dos problemas da "geografia da fome" . Para esse trabalho usou-se uma classificação especial de solos, a classificação da FAO. O sistema de classificação mais bem trabalhado é o dos Estados Unidos (Soil Taxonomy), mas é pouco desenvolvido no que se refere a algumas classes de solos tropicais. Assim, cada país tende a ter um sistema de classificação próprio que mais se ajuste às suas condições, ao mesmo tempo que procura estabelecer relações com os sistemas mais universais (FAO e Soil Taxonomy). 

Dentre os objetivos  de uma classificação de solos, destacam-se:
a) organizar os conhecimentos, contribuindo para a economia de pensamento

b) salientar e entender relações entre indivíduos e classe da população que está sendo classificada

c) relembrar propriedades dos objetos classificados

d) apresentar novas relações e princípio dentro da população que está sendo classificada

e) estabelecer grupos ou subdivisões (classes) de objetos sob estudo, de maneira útil para propósitos práticos aplicados em  predizer o comportamento, identificar os melhores usos, estimar a produtividade e possibilitar a extrapolação dos resultados de pesquisa ou de observações. 

Salienta-se que a classe de solo traz muitas informações a respeito do ambiente de desenvolvimento das plantas e também sobre os impedimentos à mecanização, erodibilidade, infiltração de água, etc e possibilita interações entre cada classe. Se além do nome central da classe, houver dados sobre o relevo e vegetação original, o teor de informações aumenta muito.

O SISTEMA AMERICANO - SOIL TAXONOMY (texto 3 - fonte: diversos autores com adaptação do eng. agrônomo Leonam de Souza)
Este sistema de classificação de solos criado pelos Estados Unidos requer um grande número de dados de laboratório o que torna difícil, em parte, a sua aplicação no campo. Possui o maior número de categorias, que são as seguintes: ordem, sub-ordem, grande-grupo,  sub-grupo, família e série. Nesta mesma direção (ordem para série), ocorrem: menor grau de abstração, ou seja, menor generalização; maior homogeneização de classes; maior número de previsões a respeito do comportamento das classes, etc. 

Nomes das ordens - SOIL TAXONOMY, 1975-1994, USA

ORDEM

ELEMENTO FORMATIVO

DERIVAÇÃO

VERTISOL

ert

L. - verto, inverter

ENTISOL

ent

Ent., de recente; lembra solos jovens

INCEPTISOL

ept

L. - inceptum, início

ARIDISOL

id

L. - aridus, seco

SPODOSOL

od

G. - spodos, cinzas de madeira

ULTISOL

ult

L. - ultimus, último

MOLLISOL

oll

L. - mollis, macio

ALFISOL

alf

Al e Fe; ricos nestes elementos

OXISOL

ox

F. - oxide, óxido

HISTOSOL

ist

G. - histos, tecido

ANDISOL

and

J. - ando, solo escuro

                                        L.- latim          G.- grego       F.- francês     J.- japonês

As ordens agrupam solos que possuem propriedades em comum que indicam tipos e intensidades similares de processos pedogenéticos, definidos em base a:
        -presença e ausência dos principais horizontes diagnósticos

        -grau normal de desenvolvimento dos horizontes

        -composição geral

        -grau geral de intemperização e/ou lixiviação do solo

As sub-ordens agrupam solos que dentro das ordens possuem regime de umidade e temperatura similares e que juntos a outras características presumivelmente controlam a direção e o grau de desenvolvimento dos solos, com exceção dos Entisols que por não possuírem distribuição climática restrita a esses critérios, são usados a níveis inferiores. Os critérios a que estão regidas as sub-ordens são:
        -regime de umidade e temperatura

        -características mineralógicas gerais

        -presença de certos horizontes diagnósticos

        -presença de certas características do solo, especialmente aquelas que expressam o regime de
         umidade

 Os grandes-grupos concentram atenção no perfil do solo e estão baseados no arranjamento dos horizontes diagnósticos. Incluem também características ditadas pelos processos pedogenéticos principais, atuais ou passadas, mas que possuam importância no solo, tais como fragipans, duripans, plintita, etc.

 Os sub-grupos são agrupamentos que expressam o desvio do conceito central de grande-grupo ou outros níveis. Os sub-grupos Typic representam, por exemplo, o conceito central de um grande-grupo, e se existirem propriedades de outros grande-grupos, podem ser "intergradados" com o adjetivo correspondente, p. ex.: aquic. O mesmo se dá com características aberrantes que não pertencem ao grande-grupo, quando então se "extragrada" com o adjetivo correspondente a este desvio, p. ex.: lithic.

 As famílias reúnem os solos de um sub-grupo que possuem componentes similares. Este comportamento está definido tomando-se por base uma série de características importantes ao manejo dos solos e, também sob o ponto de vista genético. São elas:
        -classes texturais

        -classes mineralógicas

        -classes de reação

        -classes de temperatura, umidade, etc.

 As séries levam em conta as propriedades que expressam a gênese e manejo similares. Entretanto, estudos detalhados têm demonstrado a necessidade de serem utilizados critérios mais estreitos como os abaixo citados:
        -mesmo tipo de arranjamento de horizontes

        -horizontes com igual cor, textura, estrutura, espessura e composição química

        -profundidade do solo e caráter mineralógico de materiais parentais similares

Problemas para aplicação da Soil Taxonomy no Brasil
Além do conhecido fato de que a classificação americana de solos está ainda muito incipiente no que se refere a solos tropicais, existem alguns problemas como:
        -a aplicação do regime hídrico e térmico do solo, na carência de dados precisos, torna sua separação,
         mesmo em alto nível categórico, muito problemática. Existe deficiência de dados para muitas regiões,
         além dos dados serem de caráter probabilístico. 

        -esta classificação dá muito pouca ênfase ao solo como corpo tridimensional; há muita ênfase no perfil
         e pouca ênfase na paisagem.

         -a Soil Taxonomy dá pouca ênfase à cor do solo 

        -é de difícil leitura até para aqueles cuja língua nativa é o inglês.

CLASSIFICAÇÃO BRASILEIRA DE SOLOS (texto 4 - fonte:  Pedologia/Base para distinção de ambientes, com adaptação do eng. agrônomo Leonam de Souza)
O sistema de classificação que vem sendo usado no Brasil é, sob certa forma, uma mistura de nomes antigos com conceituações novas. Alguns nomes nos sistemas americanos de 1938 (com revisões em 1949) são usados, mas definidos de uma forma mais precisa. Alguns termos usados nas aproximações da Soil Taxonomy, e depois abandonados, foram retidos com definições adaptadas. Neste aspecto, as conceituações da Soil Taxomy são muito usadas mas não estritamente.

 A classificação usada no Brasil é profundamente relacionada com a ocorrência do solo na paisagem. Objetiva principalmente servir ao levantamento de solos. Isto torna muito estreita a correspondência entre os conceitos de cada classe e a ocorrência dos solos na paisagem. Está sofrendo modificações muito rápidas atualmente. Há ainda, no entanto,  um hiato entre o solo como encontrado no campo, nos levantamentos detalhados, e as classes a que deveriam corresponder a um nível categórico  mais baixo. Isto é, a classificação brasileira ainda não se desenvolveu para dar  significado taxônomico às unidades mais homogêneas de solo, como as separadas com detalhe no campo.

 A características mais expressivas das classes na classificação brasileira são as seguintes:
-os Latossolos são os solos mais velhos e geralmente mais profundos; os solos mais novos são os Litólicos (a rocha está próxima à superfície), os Aluviais (horizonte C em camadas) e os Regossolos (horizonte C sem estratos e com minerais primários, além do quartzo).

 -os Cambissolos e Latossolos não apresentam muita variação nos teores de argila entre os horizontes A e B. Os Cambissolos, ao contrário dos Latossolos, possuem relação silte/argila maior e/ou maior proporção de minerais primários facilmente intemperizáveis.

 -os solos com B textural, que apresentam um maior número de classes, possuem em geral considerável diferença no teor de argila entre o horizonte A (mais arenoso) e o horizonte B (mais argiloso), quase sempre implicando numa diferença de permeabilidade (diminui em profundidade). Algumas destas classes são influenciadas por excesso de água ou de sódio (Solos Alcalinos). Neste sentido assumem características semelhantes às dos Solos Hidromórficos e Halomórficos (influência de excesso de sais). As classes são separadas com base no tipo de horizonte A, na atividade da fração argila e na diferenciação do perfil, a qual está muito relacionada com a rocha de origem: rochas máficas, calcárias e pelíticas podem originar solos com menor diferença de horizontes A e B; as mais ricas em quartzo, perfis mais diferenciados. Na classificação brasileira há uma tendência de se considerar os solos com hidrmorfismo como classes à parte: os Gleissolos; e Plintossolos, se houver plintita próxima à superfície, ou imediatamente abaixo de horizontes com evidências de gleizamento e que não sejam horizonte B textural ou B incipiente. A Soil Taxonomy inclui Plintossolos na classe dos Oxisols, na subordem dos Aquox.

 -os Solos Tiomórficos (altos teores de enxofre e por isso exalam um mau cheiro característico) ocorrem nas faixas litorâneas. Os Calcimórficos não são muito importantes no Brasil. Os Areno-Quatzosos profundos, incluem as Areias Quartzosas, que são solos sem horizonte B (perfil AC), profundos, muito arenosos (classe textural areia e areia franca, que satisfazem a relação % de areia/% de argila maior que 70), distróficos, sendo o quartzo o mineral dominante. Ocupam área bastante significativa do território brasileiro. Na faixa costeira recebem o nome de Areias Quartzosas Marinhas, que podem formar dunas antigas colonizadas pela vegetação.

 -exceto alguns poucos solos, todos os outros, independentemente da idade, podem ser eutróficos (alta esturação por bases), distróficos (baixa saturação por bases) ou álicos (distróficos com alta saturação por alumínio). Os solos álicos oferecem uma barreira química à penetração de raízes de plantas mais sensíveis.

CLASSES DE SOLOS (texto 5 - fonte:  Pedologia/Base para distinção de ambientes-NEPUT/Viçosa, com adaptação do eng. agrônomo Leonam de Souza)
    Solos com B latossólico: LA, LV, LE, LB, LR, LF, LU

LA-Latossolo Amarelo: ocorre nos tabuleiros costeiros e numa extensão significativa da Amazônia. Tem baixos teores de Fe2O3, cor amarelada e é tipicamente caulinítico e goethítico, apresentando torrões com grande coerência e que não se desmancham como pó de café. é quase sempre álico (elevada saturação por alumínio).

LV-Latossolo Vermelho-Amarelo: amplitude de coloração e teores de ferro; falta de relação entre os teores de ferro e a coloração. São geralmente álicos ou distróficos, mas podem ser eutróficos em regiões mais secas.

LE-Latossolo Vermelho-Escuro: falta de relação entre teor de ferro e cor; podem ser eutróficos , distróficos e álicos.

LB-Latossolo Bruno: ocorre nas áreas basálticas elevadas do sul do país, com alto teor de ferro, mas não possuem cor típica para Latossolo Roxo; bastante duro quando seco e tem teores significativos de vermiculita com hidróxido de alumínio.

LR-Latossolo Roxo: desenvolvido de rochas máficas (basalto, diabásio, gabro, tufito, etc) e tem mais de 18% de Fe2O3, sendo fortemente atraído pelo ímã; geralmente são distróficos, mas existem áreas com eutróficos; ocorrem  consideravelmente sob cerrado.

LF-Latossolo Ferrífero: dominância de óxidos de ferro na mineralogia, com forte atração pelo ímã; derivado de rochas metamórficas (itabiritos, crostas ferruginosas e materiais correlatos), no Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais.

LU-Latossolo Una: cores brunadas, amareladas e vermelho-amareladas  no horizonte Bw, e percentagens médias a altas de Fe2O3 (11-18%;acima de 18%), sua diferença marcante para o LV. 

    Solos com B textural - não hidromórficos: BV, B, NC, PB, PA,PV, PE, RB, TB, TR

BV-Brunizém Avermelhado: possui necessariamente horizonte A chernozêmico (espesso, escuro, rico em matéria orgânica e com alta saturação de bases); é eutrófico por definição, ocorrendo associado a rochas máficas.

B-Brunizém: difere do BV por ter horizonte mais escuro; pode ter B incipiente no lugar do B textural.

NC-Bruno Não Cálcico: é o solo típico dos sertões nordestinos; horizonte A tem coloração clara e endurece quando seco; solo geralmente muito cascalhento.

PB-Podzólico Bruno-Acinzentado: tem B textural com argila de atividade alta e escurecimento peculiar na parte superior do horizonte B, ocorrendo em áreas de clima sub-tropical.

PA-Podzólico Amarelo: comumente associado ao LA originados do Grupo Barreiras, pobre em ferro; é comum nos platôs litorâneos e na Amazônia.

PV-Podzólico Vermelho-Amarelo: diferenciação de textura entre A e B em relação a TR e TB, ocupando, via de regra, paisagens de relevo mais movimentado.

PE-Podzólico Vermelho-Escuro: pode ser álico, distrófico e eutrófico, geralmente com argila de atividade baixa.

RB-Rubrozém: horizonte A  escuro e espesso sobre horizonte B vermelho; álico com argila de atividade alta; ocorre em Curitiba no Paraná.

TB-Terra Bruna Estruturada: coloração bruna, elevedos teores de carbono orgânico nos horizontes superficiais; origina-se de rochas básicas, intermediárias e alcalinas.

TR-Terra Roxa Estruturada: desenvolvida de rochas máficas; teor de ferro maior que 15%, com fração grosseira atraída pelo ímã; geralmente eutróficos. 

    Solos com B textural - hidromórficos: HC, PL, SS

HC-Hidromórfico Cinzento: gradativo aumento do teor de argila com a profundidade; ocorre próximo às veredas nas áreas de cerrado, quando são de textura arenosa.

PL-Planossolo: horizonte A muito arenoso, apresentando um aumento abrupto no teor de argila deste para o horizonte B.

SS-Solonetz-Solodizado: horizontes A e E arenosos e ácidos (solodizados) em relação ao B, mais argiloso e mais alcalino (solonétzico), com saturação por sódio maior que 15%; ocorre ao longo da costa, pantanal, Roraima e nordeste.

     Solos Hidromórficos - sem B textural (com ou sem B incipiente): HO, G, GT

 HO-Solo Orgânico: horizonte turfoso ocupando mais de 50% dos primeiros 80 cm de profundidade.

G (GH e GPH)-Gleissolo (Glei Húmico e Glei Pouco Húmico): horizonte A espesso e escuro (GH) sobre horizonte geralmente gleizado; o GPH tem  o  A menos espesso e mais claro.

GT-Glei Tiomórfico: altos teores de enxofre que provoca abaixamento do pH quando o solo seca; ocorre nos mangues e campos halófilos.

PT-Plintossolo: horizonte plíntico contendo mosqueados vermelhos e amarelos, macios quando úmidos, mas que endurecem irreversivelmente formando nódulos duros dentro dos primeiro 40 cm; ou até 160 cm, desde que abaixo de horizonte E.

C-Cambissolo : horizonte B incipiente, caracterizado pela presença de muito mineral primário facilmente intemperizável, Ki maior que 2,2, teores elevados de silte.

R-Solo Litólico: solo raso sobre rocha (espessura menor que 50cm); resquícios da rocha matriz ou saprolito (mais de 5% em volume); distróficos, eutróficos e álicos.

A-Solo Aluvial: proveniente de depósitos aluviais, com horizonte A escurecido sobre camadas estratificadas que formam o C; características muito variáveis.

RE-Regossolos: não tem B, com o A  sobre o C sem estratos; relativamente ricos em minerais primários facilmente intemperizáveis; textura arenosa.

RZ-Rendzinas: solo raso com horizonte A chernozêmico; alto teores de carbonato de cálcio tendo como material de origem o calcário.

V-Vertissolo: alguns são hidromórficos; cor acinzentada ou preta, sem diferença significativa no teor de argila com a profundidade; sequência de horizontes A-C, apresentando elevado teor de argila 2:1; geralmente a fertilidade natural é alta.

A CLASSIFICAÇÃO DE SOLOS (texto 6 – fonte: Solos-formação e conservação, Prisma-Brasil / com adaptação do eng. agrônomo Leonam de Souza)
O homem tem tendência ou impulso natural de ordenar e classificar os objetos com que lida e, o solo, pela sua importância como fator de sobrevivência, não é exceção. Desde que ele deixou de ser um mero caçador ou coletor de frutos silvestres e começou a cultivar seu alimento, fabricar vãos de cerâmica, os solos começaram a ser classificados em grupos bastante simples e de finalidade prática, tais como bons, ou maus para o cultivo de determinadas plantas ou confecção dos vasos. Mais tarde, com o avanço progressivo das técnicas de cultivo, a diversificação do uso do solo e o início do estudo do mesmo em bases cientificas, começaram a aparecer as classificações baseadas nas características que muitas vezes não são intrínsecas ao solo em questão, tais como: tipo de rocha subjacente, clima e vegetação da região. Assim, surgiram termos de diversas origens como por exemplo “terras residuais de granito”, “solos de colúvios”, “solos de origem glacial”, “terras calcárias”, “solos tropicas de cerrado”, “terras férteis areno-argilosas”, e “terras humíferas”. Estes, ainda hoje, vêm sendo usados por alguns menos informados a cerca dos avanços da pedologia. Por volta de 1870, um novo conceito de solo foi introduzido e desenvolvido, como foi visto, pela escola russa liderada por Dokoutchaiev. Os solos foram então reconhecidos como corpos naturais independentes, cada um com uma morfologia característica, resultante de uma combinação singular do clima, organismos, material geológico de origem, relevo e idade da superfície do terreno, Este conceito foi, de certa forma, revolucionário porque mostrou que o cientista, quando classifica o solo, não precisa usar inferências baseadas no tipo de material de origem, clima ou vegetação, mas pode faze-lo melhor examinando diretamente a morfologia e a composição química dos horizontes que compõem o perfil. Existem em uso hoje várias classificações de solos, que são baseadas nas descobertas da escola de Dokoutchaiev. Entre outras, pode-se citar a russa, a francesa, a canadense, a americana e a da Organização para a Agricultura e Alimentação das Nações Unidas (FAO), esta última de criação bem recente e a única que pretende, declaradamente, ter caráter internacional. O Brasil também tem uma classificação de solos, que é uma adaptação as nossas condições, de outras de vários países, principalmente da americana, publicada em 1949. Num aspecto, portando, a pedologia difere das ciências mais tradicionais, como a botânica e a zoologia, porque estas possuem uma única classificação universalmente aceita. A razão da existência de vários sistemas de classificação de solo advém do fato de ser a pedologia uma ciência relativamente nova, havendo ainda bastante coisa para ser estudada em relação aos solos do globo terrestre. Sabe-se que para se classificar devidamente qualquer conjunto de objetos, eles necessitam ser, antes de tudo, conhecidos em todo os detalhes necessários para grupar os semelhantes e separar os diferentes. Sendo os solos inúmeros e de características bastante complexas e, relativamente novo o ramo da ciência que a eles se dedica, muita coisa ainda existe para ser estudada, antes que os pedólogos possam chegar a uma classificação de caráter universal. No entanto, apesar dessa tarefa não estar ainda concluída, os vários sistemas de classificação, mais modernos têm similaridades, já que se originam de um ponto comum – a escola de Dokoutchaiev – e têm também uma base cientifica razoável, que permite atender as finalidades de uma classificação taxonômica, tal como a da zoologia e da botânica. Basicamente os solos são classificados com a finalidade de: a) organizar os conhecimentos que se têm acerca dos mesmo; b) agrupar e lembrar as suas propriedades; c) entender as relações existentes entre os diferentes tipos; d) estabelecer subdivisões, de maneira útil, para aplicação a objetivos específicos. A organização dos conhecimentos sobre os solos é necessária para que, entre outras coisas, possa-se determinar qual o seu melhor uso ou manejo agrícola. Se, por exemplo, cultiva-se trigo em um determinado local e ele cresce vigorosamente, enquanto que outro, com clima idêntico, produz quase nada, mesmo com o uso de adubos, é importante conhecer-se em que tipo de solo o trigo cresceu bem, e onde existem terras semelhantes, para que se saiba onde é mais recomendado o plantio desse cereal. Existem inúmero solos que são tão variáveis quanto as folhas dos vegetais. As folhas de uma mesma árvore, árvores de mesma espécie botânica, são semelhantes mas, entre uma e outra espécie, elas diferem, apesar de conservarem suas características gerais. Da mesma forma, solos da mesma classe são similares e solos de classes diversas são diferentes. Em um ponto, no entanto, a comparação com as folhas não é valida: os solos passam de um para o outro gradualmente, sem limiteis rígidos, fazendo com que a distinção seja relativamente difícil, nas faixas de transição, enquanto é fácil diferençar, por exemplo, uma folha de mangueira de uma folha de abacateiro, quer as plantas estejam juntas ou afastadas. Para identificar corretamente o solo de determinada área, o pedólogo procura, portanto, escolher um ponto que esteja situado além da faixa de transição entre dois tipos. Nesse local, ele examinará o perfil modal daquele corpo de solo. Depois da escolha do local, o perfil é exposto e é feita sua descrição morfológica. Em alguns casos são coletadas também amostras de todos os horizontes, para serem analisadas no laboratório de pedologia.  Muitas vezes, o solo pode ser classificado diretamente no campo pela cuidadosa análise da morfologia de seus horizontes.

Algumas vezes, no entanto, é necessário que se espere pelo resultado das analise do laboratório para resolver duvidas acerca da constituição do solo, que não puderam ser elucidadas no campo com o exame morfológico. Por serem muito numerosos, os solos necessitam de um sistema hierárquico de categorias múltiplas para serem classificados. As ciências biológicas usam também esse sistema. No caso dos vegetais utilizam-se as seguintes categorias, em ordem hierárquica decrescente: reino, classe, subclasse, ordem, família, gênero e espécie. Para os solos, as categorias mais usadas, também em ordem decrescente, são : ordem, subordem, grande grupo, família e serie. Nas primeiras categorias, de nível mais elevado, o numero de classes é pequeno e são definidas em termos generalizados, com poucas características Em biologia têm-se apenas duas classes: reino animal e reino vegetal. Em pedologia, tomando por exemplo a classificação americana de 1949, tem-se 3 categorias mais elevadas: ordem zonal, azonal e intrazonal. Nas categorias mais baixas, como por exemplo espécies na biologia e serie na pedologia, existe um numero muito grande de classes de indivíduos, podendo atingir a casa das centenas de milhares. Nesse caso, ao contrário das categorias superiores, as espécies ou series são definidas dentro de limiteis bastante estreitos e específicos. Para efeito de ilustração, é apresentada no quadro (a seguir) uma comparação entre as categorias e classes usadas para classificar uma planta cultivada (café) e um solo (Terra Roxa de Ribeirão Preto, São Paulo).

Classificação do café

Classificação da Terra Roxa

categoria

classe

categoria

classe

Reino

Vegetal

Ordem

Zonal

Classe

Dicotíledoneae

Subordem

Latossolo

Ordem

Rubiales

Grande Grupo

Latossolo

 

(fase)*

Latossolo Roxo

Família

Rubiácea

 

Eutrófico

Gênero

Coffea

Família

(não estabelecida)

Espécie

Coffea arábica

Série

Ribeirão Preto

                               *fase pode ser empregada com subdivisão de qualquer categoria. 

As três ordens da classificação americana de 1949 baseiam-se em critérios geográficos e avaliação arbitrária da ação conjugada dos cinco fatores de formação de solo. Esses critérios, devido ao seu caráter pessoal e às dificuldade de estabelecer normas mensuráveis, vêm sendo eliminados nas classificações mais modernas. Contudo, ele ainda é bastante empregado e, por esta razão, aquelas três ordens serão a seguir resumidamente definidas: Na ordem zonal estão agrupados os solos com características bem desenvolvidas que refletem a influência dos fatores ativos da formação do solo: clima e organismo (principalmente os vegetais). São solos maduros, relativamente profundos e com horizontes A, B e C diferençados. Essas características são melhor desenvolvidas em terrenos altos, com declives suaves, boa drenagem, e material de origem que tenha estado  in loco por um tempo suficientemente longo para que a ação do clima dos organismo tenha expresso integral influencia. Na ordem intrazonal estão reunidos os solos que têm características que refletem a influência dominante do relevo local ou do material de origem, em relação ao efeito produzido pelo clima ou organismo. Essas características, na maior parte dos casos, são divididas do excesso de umidade ou concentração elevada de sais. Qualquer solo intrazonal pode aparecer associado a um número limitado de solos zonais, mas nenhum pode ocorrer com todas as ordens zonais Por exemplo os solos salinos comumente aparecem associados aos desérticos e aos Brunos não – Cálcicos mas raramente, aos demais da ordem zonal. Na ordem azonal estão incluídos aos solos que não têm características bem desenvolvidas, seja devido ao pouco tempo de sua formação ou à natureza do material original e do relevo, que impediram o desenvolvimento de características típicas das zonas climáticas onde ocorram. Eles apresentam seqüência de horizonte A – B, ou A Rocha (falta o horizonte B) e podem ser encontrados associados a qualquer outro da ordem zonal. Cada uma das 3 ordens está subdividida em várias subordens e grande grupo. No próximo capítulo, serão descritos os principais solos do mundo, ordenados em classes, das categorias subordem e grande grupo, cuja correspondência com as ordens anteriormente descritas é dada no quadro a seguir:

ORDEM

SUBORDEM OU GRANDE GRUPO




ZONAL

Latossolo
Solos Podzólicos
Podzol
Brunizem ou Solo de Pradaria
Bruno não cálcico
Solo Desértico
Solo Tundra


INTRAZONAL

Solos Salino ou Halomórfico
Solo Hidromórfico
Grumossolo


AZONAL

Litossolo
Regososolo
Solo Aluvial
Cambissolo

A classificação brasileira adota terminologia semelhante à classificação americana de 1949, mas prefere chamar os solos zonais de bem desenvolvidos e os azonais de pouco desenvolvidos. Também é comum, nesta classificação, a subdivisão de alguns grandes grupos nas classes eutróficos e distróficos. Solos eutróficos são definidos como os que têm mais de 50% de de sua capacidade de troca ocupada com as bases (cálcio, magnésio e potássio), sendo portando os mais férteis.Os solos distróficos são os que têm mais de 50% de sua capacidade de troca ocupada pelo hidrogênio e alumínio, portanto são os menos férteis. 

Latossolos
Os Latossolos de coloração vermelha, alaranjada ou amarela, muito profundos (mais de dois metros de profundidade) friáveis, bastante porosos, de textura variável, com argilas de baixa capacidade de troca de cátions e fortemente intemperizados. Neles os minerais primários pouco resistentes, bem como o limo, estão ausentes ou existem em proporções pequenas e os teores de óxidos de ferro e de alumínio são elevados. As características morfológicas mais marcantes são a grande profundidade e a pequena diferenciação entre os horizontes. Como conseqüências das pequenas diferenças entre horizontes, a transição entre eles é gradual ou difusa. Quase sempre, a única diferença notável nos perfis é um pequeno escurecimento da camada superficial ocasionado pelo acúmulo de matéria orgânica, advindo da decomposição dos restos da vegetação. A textura é também praticamente uniforme em profundidade, uma vez que, são destituídos de horizonte B de acúmulo de argila. Neste horizonte, a estrutura é composta de torrões muito pequenos (1 a 3 mm de diâmetro) compactos e bastante estáveis. Estes torrões estão arranjados de modo tal que deixam entre eles uma grande quantidade de poros, o que proporciona alta permeabilidade, mesmo quando os teores de argila são elevados.

Os Latossolos são considerados como sendo os solos cujos materiais são os mais decompostos. Eles formam-se em meios ambientes com intensa umidade e calor; daí serem encontrados nas regiões de clima úmido, desde que haja condições que dificultem a erosão e possibilitem a ação do clima por muito tempo. São, portanto, solos bastante envelhecidos, estáveis e intemperizados. Por causa do intenso intemperismo a que são submetidos, a maior parte dos Latossolos é bastante empobrecida em nutrientes necessários aos vegetais. Alguns ostentam vegetação de floresta que é mantida por uma quantidade mínima de nutrientes periodicamente reciclados pela vegetação. Outros, quimicamente mais pobres, estão sob vegetação rala com arbustos de casca grossa e tronco tortuoso, conhecida como Cerrado. No entanto, apesar da pobreza química generalizada, eles podem ser usados intensivamente para agricultura, desde que se empregue, em quantidades adequadas, corretivos e fertilizantes minerais.O cultivo intensivo é perfeitamente viável, uma vez que possuem boas propriedades físicas e, estando situados, na maior parte dos caos, em topografia com declives suaves, são bastante favoráveis à mecanização. A pequena coerência do material do solo e a grande profundidade facilitam bastante os trabalhos de engenharia, que envolvem grandes escavações e fazem com que os Latossolos sejam ótima fonte de matéria-prima para aterros, estradas e barragens de terra. Em locais onde não existe rede subterrânea de esgotos, eles se prestam bastante para a construção de fossas sépticas, por causa da elevada permeabilidade. O termo Latossolo é usado, algumas vezes, para referir-se a uma classe de solos da categoria subordem, e, outras, para a de grande grupo. As denominações podem variar com o tipo de classificação. A classificação americana de 1960 chama-o de Oxissolo (Oxisol), os franceses Solo Ferratílico (Sol Ferralitique), e a FAO Ferralsol. Algumas classificações mais antigas empregavam o termo laterita ou solo laterítico para, generalizadamente, referir-se aos solos vermelho-amarelados dos trópicos úmidos, dos quais o mais típico seria o que hoje se denomina, no Brasil, Latossolo. Aqueles termos, no entanto, tendem a desaparecer uma vez que têm ocasionado inúmeras confusões, porque laterita (do latim=tijolo) é usado também para designar um material terroso rico em óxidos de ferro, que endurece irreversivelmente quando exposto ao sol e, por isso, é empregado, em alguns paises, para a construção de tijolos. Esse material, encontrado principalmente nos trópicos úmidos, tem expressão geografia pequena. Na classificação brasileira, os Latossolos são referidos como solos com B latossólico, categoria equivalente a subordem, e subdivididos em vários grandes grupos dos quais os mais imporantes são: Latossolo Amarelo, Latossolo Vermelho-amarelo, Latossolo Húmico, Latossolo Vermelho-Escuro e Latossolo Roxo. Este último inclui vários de coloração vermelho-escura, comumente referidos como “terras roxas”, e desenvolvidos de matérias provenientes de rochas básicas, principalmente basaltos e diabásios. A maior parte dos Latossolos roxos são quimicamente ricos, sendo portanto, neste aspecto, uma exceção à fertilidade generalizada dos demais Latossolos. O Latosolo Roxo de alta fertilidade (ou eutrófico) é conhecido popularmente por “terra roxa legitima” que foi muito procurada no passado em São Paulo e Paraná para a implantação de cafezais e, ainda hoje é a preferida para o cultivo de varias outras importantes, como a cana-de-açucar, algodão e soja. 

Solos Podzólicos
São de região florestais de clima úmido, com perfis bem desenvolvidos, profundidade mediana (1,5 e 2 metros), moderadamente ou bem intemperizados e, ao contrario dos Latossolo, têm comumente diferenciação marcante entre os horizontes. Neles existe um horizonte B vermelho ou vermelho amarelado, que mostra claramente acumulação de argila; isto é durante o processo de formação uma boa parte da argila translocou-se do horizonte A, levada pela água gravitativa que se infiltrou no perfil e parou no horizonte B, onde se acumulou. O horizonte A é portanto mais arenoso que o B e apresenta o suborizonte A2, com coloração mais clara que o A1 e o B. O suborizonte A1 tem uma espessura que normalmente, não ultrapassa 30 centímetros. Entre os vários grandes grupos de solos Podzólicos, o mais comum no Brasil é o Podzólico Vermelho-Amarelo, que freqüentemente ocorre associado ao Latossolo, com o qual pode apresentar características comuns, havendo alguns que são considerados como intermediários entre essas duas classes. O Podzólico Vermelho-amarelo mais típico, quando comparado com o Latossolo, tem profundidade menor, proporções maiores de limo e minerais pouco resistentes ao intemperismo, além da marcante diferenciação de horizontes, já mencionada. O Podzólico Vermelho-Amarelo ocorre em situações de relevo mais acidentados que o Latossolo e é também de melhor fertilidade natural. Aos solos do grande grupo Podzólico Vermelho-Amarelo os que apresentam maior fertilidade natural são os derivados de gnaisses e granitos (rochas porfiroidais) que dão origem a solos conhecidos popularmente no Sudeste do Brasil por “salmourões”, que têm como característica a presença de uma quantidade apreciável de pequenas pedrinhas (cascalho) espalhadas em todo o perfil, muitas das quais podem ser fragmentos de feldspatos mais resistentes à decomposição. Outro tipo de solo deste grupo é o Podzólico Marrom-Acinzentado e, como solos afins, podem ser citados, o Laterítico Bruno-avermelhado e a Terra Roxa Estruturada. 

O Podzólico Marrom-Acinzentado possui cores mais acinzentadas no horizonte B é menos intemperizado que o Podzólico Vermelho-Aamarelo. O Laterítico Bruno-Avermelhado e a Terra Roxa Estruturada diferem basicamente dos Podzólicos Vermelho-Amarelos, Podzólico Marrom-Acinzentado por possuírem, no horizonte B, coloração vermelho-escuro e por não apresentarem o subhorizonte A2. A vegetação natural mais encontrada nos solos Podzólicos é a floresta de árvores de folhas largas. A maior parte deles presta-se relativamente bem à agricultura intensiva desde que não esteja situado em áreas com relevo de declives muito forte, uma vez que, nessas condições, são extremamente susceptíveis à erosão hídrica. Normalmente são solos ácidos e de baixa fertilidade, necessitando por isso do uso adequado de corretivos e fertilizantes para serem devidamente cultivados. Alguns, tais como Terra Roxa Estrutura, Solos Podzólicos Eutróficos, derivados de arenito com cimento calcário, e Solos Podzólicos com cascalho (salmourão) são, em condições naturais, quimicamente ricos e mais procurados para os cultivos intensivos, por necessitarem de fertilizantes minerais em menor quantidade. 

Podzóis
São solos que possuem uma acumulação de óxidos de ferro e humos no horizonte B. Eles ocorrem em regiões de clima temperado ou frio, sob vegetação de pinheiro, onde se desenvolvem com textura arenosa. Da mesma forma que os solos Podzólicos, o Podzol possui um horizonte B de acumulação de produtos advindos do horizonte A.No entanto, ele difere daqueles solos porque o horizonte B não foi formado por um processo puramente físico de migração de argila, mas de uma dissolução química de ferro do horizonte A, e posterior precipitação desse elemento, juntamente com certa quantidade de húmus, no horizonte B Sabe-se que este processo de migração de ferro e húmus é favorecido pelas seguintes condições: a) clima temperado e úmido; b) substrato arenoso; c) vegetação de pinheiros (coníferas) que forma sob o horizonte A1 um manto espesso de humos e folhas em decomposição. As baixas temperaturas, a umidade e o resto das folhas dos pinheiros favorecem a predominância, no horizonte O, dos fungos sobre as bactérias, os quais produzem condições redutoras e um resíduo acido, que favorece a dissolução do ferro do horizonte A. 

No Brasil, os solos Podzóis são escassos, uma vez que se formam em condições de clima e vegetação raras em nosso território. Eles somente são encontrados no Sul do país, em alguns lugares de atitude elevada. Nas faixas litorâneas pode ocorrer o Podzol Hidromórfico, que é desenvolvido em terrenos bastante arenosos, na maior parte antigas praias marinhas. Este, da mesma forma que os podzóis verdadeiros, apresenta horizonte subsuperficial com acúmulo de húmus e ferro, mas esse horizonte forma-se também em climas quentes, desde que condições especiais do relevo local proporcionam excesso de umidade e o material de origem seja extremamente arenoso. 

Solos Brunizens ou Solos de Pradaria
Esses solos são relativamente rasos, geralmente não ultrapassando um metro, não muito intemperizados e possuem como característica marcante um horizonte A1 escuro, espesso(mais de 30 cm), rico em matéria orgânica e cálcio. A camada escurecida pela matéria orgânica tem um estrutura granular e é macia, mesmo quando seca. Estes solos são principalmente encontrados em regiões subúmidas, onde existe suficiente umidade para manter vegetação de gramíneas, mas não tanto que ocasione muita lavagem de bases pelas águas que infiltram o solo, para manter, assim, os altos teores de cálcio. Os Brunizens podem formar-se de uma grande variedade de materiais de origem. 

É comum desenvolvem-se em materiais sedimentares finos, transportados pelos ventos e ricos em limo e geralmente com altos teores de cálcio, conhecidos pelo nome de loess. A maior parte deles tem vegetação natural composta de capins de folhas finas (gramíneas), de alturas variadas, que recebem nomes variados como, pradarias, Campinas e estepes. Este tipo de vegetação possui um sistema radicular numeroso, que a cada ano adiciona às camadas mais superficiais do solo quantidades relativamente grandes de matéria orgânica, a responsável pela coloração escura do horizonte A. A topografia onde ocorrem tem formas variadas desde colinas baixas até planícies extensas. Eles são considerados como um dos melhores do mundo para a agricultura por causa da alta fertilidade natural e facilidade de cultivo. Grandes áreas são encontradas no Meio-Oeste dos Estados Unidos da América, Sul Sudoeste da União Soviética, Norte da China, nos pampas da Argentina, Uruguai e extremo Sul do Brasil. O termo Brunizens é empregado aqui para designação generalizada de todo o solo de pradaria ou Molissolo, segundo nomenclatura das classificações americanas. Eles podem ser subdivididos em outras classes e ser referidos na literatura com nomes tais como Chernozem, Solo Castanho, Solo Castanho-avermelhado e Brunizem-avermelhado.

Solos Bruno não - Cálcicos 
Esses solos moderadamente rasos, (50 cm a 1 m de profundidade), das regiões de transição entre florestas e campinas, que apresentam horizonte superficial de coloração Bruna (marrom), não muito escuro, e que se tornam endurecido quando secos. O horizonte B geralmente tem cor vermelha e apresenta evidências de acumulação de argilas que têm acentuada capacidade de troca de cátions. Os conteúdos de cálcio, magnésio e potássio trocáveis são elevados. Alguma vezes, eles são denominados Mediterrânico Vermelho-amarelo (equivalente tropical). Os Brunos não-Cálcicos são comuns nas regiões semiáridas do Nordeste brasileiro, onde existe uma vegetação chamada “caatinga”, caracterizada por conter muitos arbustos espinhosos e cactos. 

A pequena espessura desses solos é devida principalmente às condições do clima, com chuvas escassas e mal distribuídas. A escassez de umidade dificulta a decomposição das rochas e consequentemente, o aprofundamento do solo. Por outro lado, as chuvas mal distribuídas, concentraram-se em alguns meses do ano sob a forma de grandes aguaceiros, o que provoca forte erosão, fator também que contribui para pequena profundidade. É comum a ocorrência sobre a superfície de uma camada de pedras de tamanho variado, deixadas pela erosão que remove partículas menores. A maior limitação à agricultura dos Bruno não-Cálcicos está na pequena espessura do perfil, no excesso de pedras na superfície, alem da escassez das chuvas. Não existem grandes limitações de fertilidade, porque estes solos são bastante ricos. No Brasil, a maior parte das áreas ocupadas com esses solos, servem como pastagens naturais para gado bovino e caprino. 

Solos Desérticos
Esses são solos bastante rasos, pouco intemperizados, que ocorrem nas regiões áridas do globo terrestre, do qual ocupam cerca de 35% da superfície. As maiores áreas estão localizadas na África (deserto do Saara), no Sul e centro da Austrália, no centro da Ásia e no Oeste dos Estados da América. Eles são também referidos, em alguns sistemas de classificação, pelos termos
Aridissolos e Yermossolos. 

Os solos desérticos apresentam comumente um horizonte superficial, geralmente arenoso, pouco espesso, recoberto por um manto de pedras e cascalhos (pavimento desértico). Sob este delgado horizonte, é comum a presença de um horizonte B, com concentração de carbonato de cálcio. A camada de carbonato é tanto menos profunda quando maior for a escassez de chuva. Em alguns casos ela pode constituir uma camada endurecida, quando é denominada caliche. Os desertos possuem vegetação bastante rarefeita constituída, principalmente, de cactos e pequenos arbustos espinhosos. Dunas de areia que se movimentam com o vento recobrem temporariamente certas áreas. Estas dunas muitas vezes são tomadas erroneamente como sendo a paisagem dominante, mas na verdade ocupam uma porção relativamente pequena da mesma. 

Tundra
Estes solos, ocupam as terras que cercam o oceano Ártico e as partes altas mais meridionais da América do Sul, áreas onde as variações estacionais são extremas e onde existe uma vegetação característica à qual é referida também com o mesmo nome. Não apresentam árvores, encontrando-se apenas liquens, musgos, ervas diversas e pequenos arbustos. A temperatura do mês mais quente normalmente é inferior a 10
° centígrados e, com o degelo a superfície torna-se alagadiça e, algumas vezes, inundada. Os solos são bastante afastados por estas condições de clima extremamente frio. 

O intemperismo e o desenvolvimento dos perfis são mínimos, porque em grande parte do ano todo o solo permanece congelado e recoberto por uma camada de neve. É comum também o aparecimento, a uma profundidade não muito grande, de uma camada denominada permafrost, que permanece sempre congelada. A maior parte da vegetação morre no inverno e seus restos acumulam-se na superfície, onde se decompõem lentamente, em conseqüência tanto das baixas temperaturas quando do excesso de água ocasionando pelo degelo. Por essa razão, a camada mais superficial desses solos é bastante escura, rico em restos vegetais em decomposição. A Tundra não é aproveitada para agricultura, servindo somente para pastagens de renas e caribus, animais mamíferos que, no verão, emigram das florestas de pinheiros situadas nas latitudes adjacentes menos elevadas, para aproveitarem a vegetação rasteira como pastagem. 

Solos Hidromórficos
São os que se desenvolvem sob a influencia de lençol freático alto e, portanto, estão a maior parte do tempo saturados com água. Este a condição ocorre comumente em regiões de clima úmido, em áreas de topografia plana, nas encostas imediatamente adjacente aos rios e lagos, ou nas depressões fechadas. Existem dois tipos principais de solos:
os orgânicos e os minerais. Em casos extremos de excesso de umidade há um grande acúmulo de restos de vegetais e formação de solos orgânicos. Em outras circunstâncias, o acumulo de matéria orgânico não é tão intenso e os solos são minerais, mas o encharcamento é suficiente para que o ferro seja em grande parte reduzido e removido do perfil que, em conseqüência, adquire cor acinzentada. É comum, também, o aparecimento no horizonte B de manchas de coloração vermelha que lembram ferrugem. Essas manchas, denominadas mosqueados, aparecem na zona de oscilação do lençol d’água subterrâneo e são resultantes da concentração e oxidação do ferro determinados pontos.Ele destaca-se pelo contraste de cor com as áreas cinzentas onde o ferro,encontra-se reduzido. Existem vários grandes grupos de solos de hidromórficos minerais que recebem denominações especiais tais como: Glei Hümico, Glei Pouco Húmico, Planossolo, Podzol Hidromórfico e Laterita Hidromórfica (Plintossolo).

Este último é o que apresenta maior quantidade de mosqueado na zona de oscilação do lenço d’água subterrâneo. Neste solo, as manchas ferruginosas chegam a formar nódulos que endurecem caso sejam completamente denominados plintita ou concreções lateritícas, e algumas vezes ocorrem em quantidades tão grandes que podem ser cortados secos e usados como material de construção, constituído as laterais verdadeiras, já mencionadas na descrição dos Latossolos. Os solos hidromórficos minerais estão  quase sempre associados aos solos hidromórficos orgânicos, definidos como solos que possuem uma camada superficial de espessura superior a 40-60 cm, na qual a quantidade de matérias orgânicos, ou húmus, é maior que 20% em relação aos materiais minerais.Esses solos são caracteristicamente escuros, quase negros, bastante fotos e porosos. Os matérias dos quais eles se desenvolvem são as turfas, sedimentos orgânicos formados em águas paradas, com ausência de processos oxidantes. A fertilidade natural dos hidromórficos é bastante variada. A maior parte deles prestam-se muito bem à agricultura depois que o excesso de água é devidamente eliminado com canais de drenagem. Alguma vezes os solos minerais hidromórficos foram depósitos argilosos cinzentos, conhecidos popularmente como “tabatinga”, que são usados como matéria-prima para indústrias de cerâmica. Em alguns lugares, os depósitos orgânicos, quando relativamente isentos de material mineral, são cortados, secos e utilizados como combustíveis. 

Solos Salinos ou Halomórficos
Estes solos apresentem como características comum uma concentração muito alta de sais solúveis, predominando o cloreto de sódio. Eles ocorrem nos locais mais baixos de relevo, nas regiões áridas e semi – áridas e em áreas próximas ao mar. Em regiões semi – áridas, por exemplo o polígono das secas do nordeste brasileiro, os locais menos elevados recebem água que se escoa dos declives adjacentes, durante as chuvas que caem em alguns meses do ano. Essa água traz em solução sais minerais e evapora-se rapidamente antes de infiltra-se totalmente, havendo então, cada vez que esse processo é repetido, um pequeno acúmulo de sais no horizonte superficial que, com o passar do tempo, provoca a salinização do solo. Em áreas irrigadas, a salinização do horizonte superficial do solo pode ocorrer devido à falta de drenagem adequada. Neste caso, os sais que estavam distribuídos nos horizontes mais profundos são trazidos para a superfície, pelo movimento ascendente da água capilar ou do lençol freático, que sobe devido a água adicionada como a irrigação.à água adicionada como a irrigação. 

Processo semelhante pode ocorrer também quando se usa inadequadamente água salobra para irrigar. A vegetação nesses solos é bastante escassa já que poucas plantas conseguem sobreviver em altas concentrações salinas. Para seu aproveitamento na agricultura, é necessário levá-los com água doce antes do plantio, por intermédio de práticas de irrigação e drenagem devidamente planejadas. Existem vários tipos de solos salinos. Alguns possuem crosta de sais à superfície e são denominados Solonchak. Outros, como o Solonetz, possuem concentração de sais no horizonte B, cuja característica é o aspecto colunar da estrutura. Quando o processo de salinação acontece devido à influencia da adição de água do mar, nas zonas mais baixas e inundáveis pelas marés altas, eles costumam ser denominados solos salinos costeiros. 

Os Grumossolos
São solos normalmente cinza-escuros, com elevado teor de um tipo de argila chamada montmorilonita, que tem a propriedade acentuada de expansão, com o umedecimento, e contração com a secagem. Eles situam-se normalmente em baixas planas ou quase plana e a topografia pode apresentar o aspecto particular, formando uma série de montículos arredondados, denominados microrrelevo “gilgai”. O Grumossolo também é conhecido por:
vertissolo, regur, argila preta tropical, barro preto e massapé do Nordeste do Brasil. Em conseqüência da contração das argilas na estação seca, a superfície desses solos apresenta uma grande quantidade de fendilhamentos. As fendas, em muitos casos, podem atingir 10 a 20 cm de largura na superfície e estendem-se até profundidades de 50 cm a 1 m. Na estação seca do ano, quando o solo apresenta-se fendilhado, o material mais solto da superfície pode cair nas fendas. Vindo a estação das águas, à massa do solo se expande e as fendas são então fechadas,mas como eles já foram parcialmente preenchidas pelo material caído da superfície, o solo “estufa-se” formando montículos característicos. 

O fenômeno de fendilhamento e contração faz com que o perfil do Grumossolo esteja sempre em movimentação, e em conseqüência apresente pouca formação de horizontes. Normalmente distingue-se nele apenas o horizonte A, de 15 a 20 cm de espessura, que possui estrutura granular e está assentando sobre uma massa argilosa de 50 cm a 1,5 m de espessura, com estrutura em bloco angulares, cujos torrões apresentam em sua superfície marcas do deslizamento provocado pela expansão das argilas. Essas marcas são denominadas superfícies de fricção ou slicknsides. A capacidade de serem aproveitados para agricultura depende, em larga escalo, da manutenção de um teor adequado de unidade. Quando muito úmidos são muito pegajosos, aderindo aos instrumentos, o que dificulta o trabalho das máquinas. Quando começam a secar, tornam-se muito duros para serem trabalhados e os fendilhamentos podem vir a arrebentar as raízes. Por outro lado, os fenômenos periódicos de contração e expansão são fatores que afetam também os trabalhos de engenharia civil, fazendo esses solos apresentarem limitações severas para o estabelecimento de fundações de edificações, ou leitos de rodovias. 

Solos Pouco Desenvolvidos
Os solos pouco desenvolvidos ou solos azonais possuem horizonte A diretamente assentado sobre horizonte C ou rocha consolidada. O pouco desenvolvimento desses solos deve-se a serem jovens, ainda em fase inicial de formação a partir de materiais de origem recentemente depositados ou, então, por que estão situados em lugares muito declivosos, nos quais a velocidade da erosão é igual ou maior que a velocidade de transformação da rocha em solo. Existem vários tipos de solos pouco desenvolvidos, entre os quais os mais importantes são:
Litossolo, Regossolo, Solo Aluvial e Cambissolo

O Litossolo é delgado, possuindo um horizonte A de espessura inferior a 40 cm, assentado diretamente sobre rocha consolidada. Em geral ocorre em rampas em muito inclinados, áreas de relevo montanhoso, e ao lado de afloramentos rochosos. O Regossolo é solo em início de formação sobre mantos de intemperização muito profundos, uniformes e soltos, tais como os saibros e as areias. A seqüência de horizontes é A-C. O relevo é normalmente constituído de colinas com declives suaves e a vegetação é variada, desde campos com arbustos esparsos até floresta. Quando esse solo se desenvolve em sedimentos muito arenosos, compostos quase que exclusivamente de quartzo, ele pode ser denominado Areia Quartzosa. O solo Aluvial é desenvolvido sobre sedimentos recentes, geralmente de origem fluvial, constituído de camadas alternadas e, freqüentemente, de classes texturais distintas. Apresenta um horizonte A1, assentado diretamente sobre o horizonte C, composto dos estrados das deposições sedimentares.

Denomina-se Cambissolo solos com características de Litossolos, Regossolos ou Solos Aluviais, mas que apresentam um início de desenvolvimento de horizonte B ou “horizonte B incipiente”. O Cambissolo é considerado como pouco desenvolvido porque o horizonte B pela pequena espessura e pouca diferenciação, ainda não é suficientemente desenvolvido para poder ser considerado como zonal. Pode também ser ponderado como solo intermediário entre os pouco e os bem desenvolvidos. Dos solos pouco desenvolvidos, os Aluviais são os mais importantes sob o ponto de vista agrícola. Em varias regiões do mundo, eles são responsáveis por grande parte de produção de alimentos. Como foi visto, são citados como responsáveis pelo aparecimento de civilizações antigas que prosperam ao longo do rio Indo na Índia e dos rios Eufrates e Tigre na antiga Mesopotâmia, hoje Iraque. Por outro lado os Litossolos e os Regossolos têm normalmente potencial agrícola pequeno, devido a limitações de profundidade e alta suscetibilidade à erosão.

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