COMPLEXO HIDRELÉTRICO DE PAULO AFONSO
PROCESSOS EROSIVOS

INFORMAÇÕES GERAIS: O contrato I-92.2006.8280.00 firmado entre a PETCON e a CHESF enfoca a identificação dos processos erosivos críticos no entorno do Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso, localizado na cidade de Paulo Afonso, no estado da Bahia, no rio São Francisco. Visa atender condicionante específica da Licença de Operação no 509/2005, emitida pelo IBAMA/SEDE. Os estudos e levantamentos foram executados tanto no entorno dos reservatórios como nos trechos de rios contribuintes da bacia hidráulica, compreendendo a área de influência direta e indireta do empreendimento, definida por uma faixa de 12,0 quilômetros de largura marginal ao lago, atingindo os municípios de Paulo Afonso, Glória, Delmiro Gouveia, Pariconha e Jatobá.


Medição para avaliação do  desbarrancamento das áreas marginais do reservatório


Neossolo Litólico

Neossolo Regolítico

Barco utilizado no levantamento batimétrico e nas inspeções as áreas marginais

ATUAÇÃO: O objetivo geral foi identificar os processos erosivos no entorno do reservatório e tributários do rio São Francisco, para correlacionar erosão das áreas marginais com o assoreamento existente no reservatório, culminando com a indicação dos procedimentos para recuperação dos focos geradores de sedimentos visando um melhor controle da erosão e dos riscos de desbarrancamento.
 

CARGO : Engenheiro  Agrônomo/Diretor Técnico da PETCON - Planejamento em Transporte e Consultoria Ltda.(Brasília - DF, 2008-2009) 

PERÍODO: 2007 a 2009




Usina hidrelétrica Apolonio Sales que pertence ao do Complexo de Paulo Afonso



Vista parcial do reservatório de Paulo Afonso, no rio São Francisco, semi-árido nordestino




Reservatórios do Complexo de Paulo Afonso em imagem de satélite Landsat

TRABALHOS EXECUTADOS:
Caracterização das áreas de processos erosivos;

Elaboração de mapa de localização e de detalhando área;

Mapeamento, quantificação e inventário das áreas onde estejam ocorrendo os processos erosivos;

Caracterização e classificação dos solos de acordo com as normas do SNLCS/EMBRAPA;

Definição das áreas que necessitem recuperação da cobertura vegetal para a proteção das superfícies expostas;

Definição das estruturas físicas apropriadas a serem implantadas em locais específicos, para a contenção dos processos erosivos;

Elaboração do Sistema de Informações Geográficas – SIG, com os dados coletados durante a execução dos serviços;Acompanhamento sistemático da evolução da desestabilização de áreas críticas, tendo como referência as novas situações de equilíbrio das encostas;

Identificação e avaliação dos processos erosivos e a perda de solo, entre os municípios envolvidos e as barragens dos empreendimentos, numa faixa de 2 km de ambas as margens do rio, reservatórios e tributários correlacionando-os com os bancos de assoreamento identificados nos corpos d’água;

Identificação, avaliação, dimensionamento e acompanhamento dos bancos de assoreamento no rio, reservatório e tributários, através de batimetrias anuais, determinando a taxa de assoreamento;

Determinação das características físicas dos sedimentos componentes dos bancos de assoreamento, correlacionando-os com as características físicas dos solos erodidos;

Identificação das áreas críticas marginais ao reservatório, com maior potencial de ocorrência de fenômenos de desestabilização de encostas, avaliando e acompanhando a perda de solo e o assoreamento no corpo d’água.


OBSERVAÇÕES E CURIOSIDADES:
As usinas se constituem nos principais atrativos turísticos da região, com visitas programadas nas agências de viagens e guias de turismo. A usina Paulo Afonso I possui uma infra estrutura exemplar pois, para a sua construção, foram utilizadas as rochas naturais da região empregadas para tetos, paredes, pisos, muros, etc.

  A usina Paulo Afonso IV possui uma das maiores cavernas do mundo. Tem 210 metros de extensão, 24 de largura, 55 de altura e queda útil de 112 metros. Para sua construção foram escavados 83 milhões de metros cúbicos de rochas. Foram aproveitadas as condições topográficas locais sendo construída nas margens do canyon do Rio São Francisco.

Formado pelas usinas de Paulo Afonso I, II, III, IV e Apolonio Sales (Moxotó), o Complexo de Paulo Afonso produz 4 milhões e 279 e 600 mil kW. Energia gerada a partir da força das águas da cachoeira de Paulo Afonso, um desnível natural de 80 metros do rio São Francisco.

O roteiro básico de visita turística engloba: Modelo Reduzido de Paulo Afonso, Comportas do Capuxu, Drenos de Areia (visão do início do cânion do rio São Francisco), Morro do Teleférico, Passeio de Teleférico, (visão do cânion, da Gruta dos Morcegos, das quedas do Croata e das saídas das águas das Usinas I, II e III), Galeria da III Usina, margem do cânion, Ilha do Urubu, Mirantes da Cachoeira de Paulo Afonso e das quedas do Croata;

Os reservatórios do Complexo de Paulo Afonso têm as seguintes características: Paulo Afonso / Moxotó com volume total de 1,2 bilhões de m³ (volume útil de 0,2 bilhão de m³); P. Afonso I , II , III com volume total de 0,02 bilhão de m³ (volume útil de 0,009 bilhão de m³).

O SEGREDO DA VIDA NÃO É FAZER O QUE SE GOSTA, MAS SIM GOSTAR DO QUE SE FAZ.    AUTOR DESCONHECIDO

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